A osteoporose na gravidez e no pós-parto

A osteoporose transitória associada à gravidez é considerada uma condição rara, podendo atingir a mulheres no terceiro trimestre de gestação ou no pós-parto. No entanto, não é possível estimar sua incidência e acredita-se que as ocorrências possam ser subnotificadas. Segundo especialistas, essa situação é passageira e tende a ocorrer na primeira gravidez.

Entenda como acontece a osteoporose na gravidez, quais os sintomas, como diagnosticar e como se dá o tratamento.

Quais as causas da osteoporose na gravidez e pós-parto?

Infelizmente, os estudos que tentam identificar as causas da osteoporose durante a gravidez e o pós-parto ainda são inconclusivos. Não se sabe se a osteoporose ocorre em decorrência das mudanças do corpo pela gravidez, por conta de fatores genéticos, doenças pré-existentes ou pelo uso de medicamentos. Mas o fato é que a doença tende a acontecer de forma passageira.

Segundo estudo, à princípio a medicina presumia que durante a gestação, o feto poderia extrair uma quantia de cálcio das reservas maternas, levando à osteoporose. Essa transferência de cálcio da mãe para a criança também ocorreria durante a amamentação. Mas essa teoria não foi confirmada, pois a perda óssea da mãe durante o período de gestação de lactação são mínimas e são recuperadas logo depois.

Quando o bebê nasce, ele tem entre 13 e 33 gramas de cálcio no corpo. A maior parte é adquirida no último trimestre de gravidez, período em que o bebê tem maior ganho de peso ainda dentro do útero. Apesar da aquisição de cálcio pelo feto acontecer através da mãe, a reserva materna não tende a ser afetada, a menos que haja uma baixa ingestão de cálcio na sua dieta alimentar. (Estudos afirmam que raramente a osteoporose acontece por deficiência de vitamina D, que levaria à menor eficiência da absorção de cálcio.)

Ou seja, se o ideal é ingerir cerca de 1 grama de cálcio por dia, a ingestão teria que ser inferior a esse valor para que haja falta de nutriente para a mãe. Pois o organismo precisaria retirar o cálcio estocado nos ossos para fornecer as quantidades ideias do nutriente ao bebê.

Essa situação daria a possibilidade de ocorrer osteoporose materna, tendo em vista a redução da densidade óssea. No entanto, a medicina ainda investiga as possíveis causas da doença.

Quais os sintomas?

Segundo estudos, as consequências da osteoporose na gravidez e no pós-parto está na autolimitação. Em alguns casos, a mulher pode sentir dor no quadril, no glúteo ou na coxa, podendo evoluir com claudicação. Em casos mais graves, pode ocorrer fratura do colo do fêmur.

O fêmur é a região óssea que está mais sujeita a fratura e, caso ocorra, poderia sim ser um complicador da doença. Por isso, o ideal é prevenir a redução da densidade óssea e as fraturas.

O mais indicado é que a mulher tenha repouso, especialmente no terceiro trimestre da gravidez, além de evitar carregar peso até que haja melhora no quadro. Pois o próprio ganho de peso durante a gravidez já demanda certo esforço do esqueleto.

Como diagnosticar a doença?

O ideal é que a osteoporose na gravidez e no pós-parto seja diagnosticada o quanto antes, para que seja feita uma intervenção médica precoce. Desta forma, é possível minimizar os riscos de complicações, como a fratura, controlar a dor e a reversão mais rápida da doença. Assim, a mulher poderá retomar sua rotina o quanto antes.

Como a mulher grávida não deve se expor à radiação, por ser um risco à saúde do bebê, não é recomendado o exame de densitometria óssea. Ao invés disso, faz-se o diagnóstico através de suspeição clínica e exame físico. A confirmação se dá através de radiografias simples ou ressonância magnética, procedimentos considerados mais seguros para a gravidez.

A ressonância magnética tem a capacidade de revelar a existência de edemas da medula óssea, algo que não é visto em outras formas de osteoporose. Esse exame também verifica a ocorrência de osteopenia.

Quando a doença é detectada antes do parto, o diagnóstico pode levar a se repensar qual a forma mais segura de realizar o nascimento. O médico pode indicar dar preferência à cesariana, mas quando há condições de realizar o parto normal, aconselha-se uma posição neutra.

Como tratar a osteoporose durante a gravidez e no pós-parto?

O tratamento é feito com repouso e aumento dos níveis de cálcio e vitamina D para promover a mineralização óssea. O médico também pode prescrever o uso de medicamentos para aliviar a dor e a inflamação. Também podem ser recomendadas sessões de fisioterapia para reforçar os ossos e a musculatura.

Em geral, os sintomas se revertem de forma espontânea entre 6 a 12 meses após o parto. Nesse período, tendo tido a melhora dos sintomas, a mulher já consegue retomar as atividades do dia a dia.

 

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