O diagnóstico precoce pode impedir o avanço da Osteoporose

Com o aumento da expectativa de vida, as doenças que acometem a população idosa ganham mais destaque.

Esse é o caso da osteoporose, que acontece a partir do envelhecimento da estrutura óssea, que se torna frágil e mais suscetível a fraturas com o passar do tempo. No caso das mulheres, essa condição pode ser agravada antes mesmo da terceira idade, no período pós-menopausa, com a queda do nível de estrogênio. Por ser uma doença silenciosa, muitas pessoas só a descobrem após a primeira fratura nos ossos. Por isso, ter o diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento o quanto antes e evitar sequelas.

Se não for tratada a tempo ou da forma devida, a osteoporose traz consequências que prejudicam a autonomia do paciente, limitando a mobilidade e causando dor, por exemplo. A doença também pode impactar na autoestima e causar deformidades, reduzindo a qualidade e expectativa de vida, e provocando a necessidade de cuidados especiais.

Porém, ao diagnosticar a doença logo no início, é possível reverter esse quadro ou controlá-lo, através de tratamentos terapêuticos ou medicamentosos. Uma pessoa que se submete a consultas e exames clínicos preventivos também pode observar se há predisposição a baixa densidade óssea e, assim, alterar ou incorporar novos hábitos para evitar o desenvolvimento da osteoporose.

 

Qual exame devo fazer?

O exame mais indicado para detectar essa doença é a Densitometria Óssea, que mede a densidade mineral dos ossos e a predisposição a fraturas. Os resultados são comparados aos padrões de pessoas saudáveis, a fim de verificar se há sinais de baixa densidade óssea, osteopenia ou osteoporose.

Esse método é considerado eficiente pela capacidade de detectar uma anomalia de forma mais precoce que outros exames. A densitometria avalia as áreas mais sujeitas a fraturas como o colo do fêmur e a coluna lombar, entre outras regiões do corpo.

Outra vantagem deste método é que ele é considerado pouco invasivo, além de rápido e mais seguro. Antes do exame, é necessário suspender medicamentos que contenham cálcio, segundo orientação prévia. Já no momento do exame, o paciente se deita em uma maca, onde é escaneado por um sistema de Raio-X que produz dez vezes menos radiação que uma radiografia tradicional de tórax. As imagens computadorizadas são exibidas ao técnico através de um monitor. O procedimento leva cerca de 15 minutos.

O método também é utilizado pela pediatria, para acompanhar o crescimento, a massa óssea e a quantidade de massa magra e gordurosa, em crianças e adolescentes de até 20 anos.

 

Outros métodos

Outro exame utilizado no diagnóstico dessa doença é a tomografia computadorizada quantitativa, porém nesse método o paciente se expõe a uma maior quantidade de radiação. Já os marcadores de remodelação óssea são observados através de exames de sangue ou urina, mas são mais eficazes quando o objetivo é avaliar a resposta a tratamentos.

 

Quem deve fazer o exame

Pessoas que fazem parte do grupo de risco à doença podem fazer o exame de densitometria óssea de forma preventiva. É o caso de homens a partir de 65 anos e mulheres após a menopausa, pessoas que já tenham sofrido fratura óssea ou tenham histórico na família.

Também são considerados grupos de risco: pessoas brancas, sedentárias ou com baixo peso corporal, pessoas que façam uso regular de bebidas alcóolicas e cigarros, e pacientes que fazem uso de corticoides por tempo prolongado.

Pela possibilidade de desenvolver osteoporose secundária, pacientes que apresentam doenças de tireoide, gastrointestinais, renais, reumáticas e outras, também devem se prevenir contra a osteoporose.

 

Quem não pode fazer o exame

Por outro lado, mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez não podem se submeter à densitometria óssea, exceto sob indicação expressa de um especialista. O mesmo vale para pacientes que realizaram exames radiológicos recentes, ou que tenham próteses ou cirurgia ortopédica de longa extensão.

Conheça também os tratamentos possíveis para esta doença.

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