Doenças crônicas que podem levar à Osteoporose

Conhecida como “doença silenciosa”, a Osteoporose atinge diversas regiões do corpo, muitas vezes, sem que o paciente se dê conta. Isso acontece porque a redução da densidade óssea só pode ser constatada através de exames, como a densitometria óssea.

No entanto, poucas pessoas têm o costume de fazer esse exame como forma de prevenção à doença e, por isso, o diagnóstico acaba ocorrendo após uma fratura. O fato dos ossos se tornarem fracos e sofrerem quebras é o principal indício da Osteoporose e muitas pessoas estão sujeitas a isso por fazerem parte de grupos de risco.

Para diferenciar, costumamos dividir entre Osteoporose Primária e Secundária. Entenda a diferença:

Osteoporose Primária

A Osteoporose muitas vezes é associada a pessoas idosas e a mulheres na pós-menopausa, que compõem a maioria dentre os pacientes diagnosticados. Isso é explicado pelo fato de que à medida que envelhecemos, nosso corpo perde a capacidade de renovar a massa óssea na mesma medida em que a perda ocorre. Quando mais jovens, essa renovação é muito mais eficiente.

Já as mulheres, ao passarem pela menopausa, perdem grandes níveis de hormônios sexuais, como o estrogênio, que é muito importante para a absorção do cálcio pelos ossos. O mesmo pode acontecer com homens que possuem deficiência de testosterona. Mas, ao contrário das mulheres, sua andropausa não afeta tanto os níveis de hormônio.

Osteoporose Secundária

Nesse caso, a maioria adquire a Osteoporose Secundária, que pode acontecer por sedentarismo, uso de corticóides a longo prazo ou em decorrência de alcoolismo, tabagismo, cirurgias e doenças crônicas.

Conheça a seguir algumas doenças crônicas que podem levar à perda de densidade óssea:

Artrite reumatóide

Essa doença inflamatória e autoimune afeta as articulações e órgãos internos. É comum que sejam atingidas a região das mãos, punhos, cotovelos e ombros, além dos joelhos, tornozelos, pés e coluna cervical. Também pode afetar os pulmões, coração e rins.

Em decorrência da limitação dos movimentos causados pela dor, é possível que o paciente desenvolva a Osteoporose Secundária ao adquirir hábitos de sedentarismo. Além disso, o uso prolongado de corticóides também é nocivo à saúde dos ossos.

Diabetes Mellitus

Pacientes com diabetes tipo 2 tendem a intrigar a medicina, pois não costumam apresentar alterações no exame de densitometria óssea, mas podem estar mais sujeitos a fraturas. Segundo um estudo brasileiro, pacientes com glicemia alta apresentam má formação óssea.

A suspeita é de que o excesso de açúcar no sangue comprometa a função de células responsáveis pela manutenção do esqueleto. Mas essa irregularidade não é apontada em exames comuns. Pessoas que sofrem com complicações como retinopatia ou nefropatia, consequências da diabetes, também têm mais chances de sofrer com fraturas.

Câncer de mama

As mulheres não passam apenas pela fase da menopausa, como também podem desenvolver câncer de mama em torno dos 50 anos. Por isso, a situação pode se tornar um pouco complicada para esse grupo de pessoas.

Enquanto uma mulher saudável na menopausa poderia optar pela reposição hormonal a fim de contornar a Osteoporose, uma mulher com histórico ou diagnóstico de câncer não pode ter a mesma escolha.

Muitas vezes, o uso de hormônios é contraindicado a estas pacientes pois pode aumentar o risco de câncer de mama. Isso acontece porque os tumores crescem na presença de estrogênio e progesterona. Por outro lado, os tratamentos para esse tipo de tumor inibem a atividade desses hormônios, tornando-os ineficientes no organismo.

Na falta de estrogênio, um hormônio importante para a absorção do cálcio pelos ossos, os níveis de densidade óssea podem cair.

Doenças hepáticas

Pacientes que sofrem de doença hepática crônica podem desenvolver a Osteoporose associada a osteomalácia, gerando a osteodistrofia. Como consequência o paciente pode sofrer com fraturas espontâneas e pequenos traumatismos, afetando sua qualidade de vida.

A incidência da osteoporose em pacientes com cirrose hepática depende de diversos fatores, entre eles: idade, estado nutricional – se há falta de cálcio, fósforo e vitamina D – e gravidade da doença. Já quando o paciente precisa passar por cirurgia de transplante de fígado, a densidade óssea pode sofrer queda pelo uso de corticóides e repouso após o procedimento.

Outros grupos de risco

Confira outras doenças e cirurgias que podem levar ao desenvolvimento da Osteoporose:

  • Doenças do aparelho digestivo (gastrites, pancreatites, doenças hepáticas, enterocolopatias crônicas, etilismo);
  • Cirurgias (gastrectomia, gastroplastia, derivação jejuno-ileal);
  • Doenças inflamatórias crônicas (esclerose sistêmica e outros);
  • Endocrinopatias (hiperparatireoidismo primário ou secundário, diabetes, síndrome de Cushing, entre outros);
  • Doenças hematológicas (mastocitose, anemia crônica, talassemias, leucoses);
  • Doenças infecciosas (osteomielites, hanseníase, lues, paracoccioidomicose).
  • Alguns tipos de câncer;

Formas de tratamento

Geralmente, pacientes que fazem parte do grupo de risco da Osteoporose Secundária precisam não só prevenir a perda de massa óssea como também tratar o fator de risco. É necessário consultar um médico especialista para que sejam recomendadas formas de prevenção e tratamento.

Também é recomendado monitorar o estado de saúde, fazendo o exame de densitometria óssea. Além disso, a adoção de uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios físicos também são fundamentais para melhorar a qualidade de vida.

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