osteoporose na coluna

Fratura na coluna: causas e consequências da osteoporose

A osteoporose é uma doença que causa perda de massa óssea, enfraquecendo os ossos e aumentando o risco de fraturas mesmo em quedas de menor impacto. Silenciosa e debilitante, trata-se de uma condição que pode não ter sintomas óbvios, motivo pelo qual muitas pessoas só descobrem o diagnóstico quando quebram algum osso. 

As fraturas por osteoporose podem mudar a vida do paciente, causando dores, deficiências e perda de autonomia. Por isso, é fundamental prevenir e tratar a doença. 

A osteoporose pode ocorrer de forma isolada, e quando incide na coluna, é preciso tomar cuidado para não gerar fraturas que podem comprometer a mobilidade permanentemente. Entenda mais sobre a osteoporose na coluna e como tratar fraturas que acontecem por conta dessa fragilidade.

 

O que é a osteoporose na coluna

A osteoporose ocorre com mais frequência nos ossos do quadril e da coluna. Neste segundo caso, o paciente possui sérias implicações físicas que podem prejudicar sua qualidade de vida a longo prazo. 

Na coluna, a doença evolui gradativamente, apresentando os seguintes sintomas: dores agudas, fraturas frequentes, problemas posturais, apresentação de corcunda, redução na altura do paciente. 

O ideal é recorrer ao tratamento da osteoporose assim que aparecerem os primeiros sinais. Dessa forma, é possível tomar medidas para fortalecer o corpo e reduzir a perda de massa óssea, deixando os ossos mais resistentes e evitando as fraturas. 

 

Fraturas por osteoporose na coluna

Como a osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, uma das suas consequências é o aumento no número de fraturas. No caso da coluna, um simples espirro ou tombo leve podem causar uma quebradura. 

As fraturas vertebrais por osteoporose são duas vezes mais comuns que as fraturas por quadril. Podem causar dores intensas que debilitam o paciente acometido com a doença. Geralmente, esse tipo de fratura causa problemas na movimentação e o paciente não tem dificuldades em ficar de pé, andar, sentar e carregar objetos. 

Muitas vezes, as fraturas na coluna são chamadas de fraturas por compressão vertebral. Isso porque o osso vertebral enfraquecido é mais vulnerável a fraturas que causam colapso, resultando em uma perda de altura por parte do paciente. 

 

Diagnóstico por imagem de fraturas na coluna

Existem quatro possibilidades de diagnóstico por imagem para fraturas na coluna.

  • Radiografia: primeiro exame realizado quando se suspeita de fratura na coluna. Porém, pode não ser suficiente para diagnosticar corretamente em todos os casos.
  • Tomografia computadorizada: exame realizado logo após a radiografia simples. Permite analisar a anatomia óssea de forma muito mais precisa. Geralmente, a combinação entre radiografia e tomografia é suficiente para prosseguir com diagnóstico e tratamento.
  • Ressonância magnética: pode indicar se a fratura é nova ou antiga e é indicada para casos de lesão neurológica ou nos casos em que existe suspeita de ruptura ligamentar associada. 
  • Densitometria óssea: não é utilizado para diagnosticar fraturas, mas é um exame fundamental para avaliar a qualidade dos ossos. Indica a classificação dos ossos entre normal, osteopênico ou osteoporótico. 

 

Tratamento de fraturas na coluna

Existem basicamente três possibilidades de tratamento para fraturas na coluna causadas por osteoporose. Veja a seguir: 

1. Medicação

O primeiro tratamento é a medicação. Com o uso de analgésicos, o paciente sente melhora na qualidade de vida durante o tempo de recuperação da fratura na coluna. A indicação do médico pode variar de acordo com a necessidade, desde os analgésicos mais simples até os opioides. No caso de pacientes idosos, é preciso tomar um cuidado a mais com anti-inflamatórios, já que esses remédios podem levar a complicações renais e gástricas indesejadas. 

2. Coletes

Os coletes seguem o mesmo princípio do gesso para as demais fraturas do corpo. Esse tratamento tem o objetivo de restringir os movimentos na coluna que provocam a dor durante o tempo de recuperação do paciente, além de evitar que a lesão se agrave. Existem modelos variados de acordo com a localização da fratura. É importante lembrar que nem todos os pacientes precisam do colete, e há ainda aqueles que não se adaptam aos mesmos.

3. Intervenção cirúrgica

Nos casos mais extremos, mesmo com o tratamento clínico o paciente não sente melhora na dor. Assim, é necessário realizar uma intervenção cirúrgica. As técnicas mais utilizadas para corrigir a fratura são a vertebroplastia e a cifoplastia. Através de finas cânulas inseridas na pele, é introduzida uma determinada quantidade de cimento ósseo no interior da vértebra lesionada. Isso faz com que a fratura seja estabilizada, melhorando a dor. 

 

A prevenção é sempre o melhor tratamento

É importante destacar que é sempre melhor prevenir uma doença do que tratá-la. Manter hábitos saudáveis pode fazer toda a diferença na sua vida. Uma rotina de exercícios físicos, uma alimentação equilibrada, a reposição hormonal e o acompanhamento médico regular são essenciais para prevenir a osteoporose. 

Mas se isso não for suficiente para evitar desenvolver a doença, é preciso prevenir as lesões que podem resultar em ossos quabrados. E a prevenção contra fraturas começa dentro de casa. Pessoas idosas em especial são mais vulneráveis a situação de risco, por isso é importante criar um ambiente doméstico seguro. Saiba como evitar acidentes com pessoas idosas em casa.

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