FRAX: saiba como calcular seu risco de fratura nos ossos

Por ser uma doença silenciosa, muitos pacientes não sabem que estão desenvolvendo a Osteoporose, descobrindo a doença apenas quando já atingiu um estágio avançado. Outros, ainda não apresentam o quadro, mas podem fazer parte do grupo de risco por uma série de fatores. Porém, quando sabemos de antemão quais são os riscos que corremos, é muito mais fácil nos prevenirmos.

A Ferramenta de Avaliação de Risco de Fratura (FRAX) é utilizada no mundo inteiro para atender a pacientes que têm ou podem desenvolver a Osteoporose. Essa calculadora permite estimar a probabilidade do paciente sofrer com fraturas nos ossos nos próximos dez anos.

Entenda a importância dessa ferramenta na prevenção da Osteoporose e como calcular os riscos de fratura.

Como funciona o FRAX

O FRAX pode ser utilizado tanto por médicos quanto por pacientes, pois o funcionamento é bastante simples. Basta que sejam preenchidos alguns campos de informações sobre a pessoa, como sexo, idade, estatura, peso e os fatores de risco. Quando se sabe o valor da densidade óssea, o resultado se torna ainda mais preciso e confiável.

Apesar de ser bastante simples, quando se preenche os dados em conjunto com seu médico, a conclusão pode ser muito mais completa. Afinal, além do profissional explicar o que significam aquelas informações, vocês podem construir uma estratégia para combater o risco de quedas e ossos quebrados.

Ainda que seja baseada em evidências clínicas, essa ferramenta deve ser usada mais como uma referência, e não como um padrão-ouro para a avaliação do paciente. Alguns especialistas consideram o FRAX também como uma ferramenta de educação, pois o paciente pode se conscientizar sobre os fatores de risco. Isso permite que ele abandone certos hábitos ou modifique a rotina a fim de melhorar sua saúde e qualidade de vida.

À medida que novos fatores de risco são descobertos, a expectativa é de que a plataforma continue se atualizando, tornando-se ainda mais eficiente.

Fatores de risco considerados pelo FRAX

  1. Fratura prévia: quando o paciente já teve os ossos quebrados espontaneamente durante a vida adulta espontaneamente ou após um trauma. Nesses casos, o paciente já apresenta fragilidade óssea, pois em um indivíduo saudável a fratura não ocorreria.
  2. Histórico familiar de fratura de quadril: quando o pai ou mãe do paciente já sofreu fratura de quadril por fragilidade óssea.
  3. Fumante: quando o paciente é fumante corrente, ou seja, se expõe regularmente às substâncias químicas do fumo.
  4. Glicocorticóides: quando o paciente faz uso de glicocorticoides oral por três meses ou mais, em uma dose de 5 mg por dia ou mais de prednisolona ou equivalente.
  5. Artrite reumatoide: quando o paciente possui diagnóstico confirmado pelo médico.
  6. Osteoporose secundária: quando o paciente possui uma doença prévia que leva ao desenvolvimento da Osteoporose associada. Isso inclui diabetes tipo I, osteogênese imperfeita em adultos, hipertireoidismo duradouro não tratado, hipogonadismo ou menopausa prematura (antes dos 45 anos), má nutrição crônica ou má absorção intestinal e doença hepática crônica.
  7. Álcool: quando o paciente faz uso de três ou mais unidades de álcool por dia, ou seja, entre 8 e 10 g de álcool.

Como calcular o risco de fratura?

Para calcular a probabilidade de fratura no Brasil, basta acessar o FRAX no site da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

A ferramenta irá calcular a probabilidade percentual de ocorrer uma fratura maior – ou seja, na coluna vertebral, antebraço, úmero e quadril – ou fratura de quadril isolada nos próximos 10 anos.

Como a Osteoporose é mais comum entre as mulheres no pós-menopausa, a calculadora considera o sexo como um fator importante. O mesmo acontece com a idade, que quanto mais avançada, maiores as chances de desenvolver a doença.

Caso o paciente tenha menos de 40 anos e use a calculadora, o FRAX automaticamente fará uma previsão como se a pessoa tivesse completado quatro décadas. Isso acontece porque o cálculo só leva em consideração idades entre 40 e 90 anos.

Quando o paciente não conhece sua densidade mineral óssea, o cálculo é feito com base no índice de massa corpórea. O IMC leva em consideração o peso e a altura da pessoa e idealmente deve possuir um valor superior a 19.

A plataforma também leva em consideração se a pessoa possui ou não um ou mais dos sete fatores de risco citados anteriormente.

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Leia também: Como tratar a Osteoporose durante a pandemia da Covid-19

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