Regiões do corpo mais afetadas pela Osteoporose

Por ser uma doença silenciosa, os sintomas da osteoporose só se tornam visíveis quando as fraturas ocorrem. Segundo a Federação Internacional da Osteoporose (IOF), essa doença causa mais de 8,9 milhões de fraturas por ano.

A estimativa mundial destaca um terço das mulheres com mais de 50 anos e um quinto dos homens da mesma faixa etária, com maior propensão de sofrer com acidentes nos ossos.

Relacionada ao envelhecimento do corpo, a osteoporose ocorre quando não há geração de novas células ósseas e o organismo não repõe os minerais perdidos pelos ossos. Desta forma, a redução da massa óssea deixa o esqueleto fragilizado. As regiões do corpo mais afetadas são vértebras, quadril, fêmur, rádio (localizado no pulso) e úmero (braço), por isso, o cuidado com essas regiões deve ser redobrado e evitar quedas é fundamental.

De acordo com a Revista Brasileira de Ortopedia, a arquitetura dos ossos é constantemente modelada e remodelada, reparando os desgastes por danos ou atividades do dia a dia. Anualmente, 10% do esqueleto é renovado, o que significa que a cada dez anos temos um tecido ósseo completamente novo. Enquanto crescemos, esse balanço é positivo e vai se equilibrando com a maturidade. Mas após os 40, o saldo passa a ser negativo, levando à perda de 1% da massa óssea por ano, sendo que a menopausa acelera ainda mais esse processo. Assim, a osteoporose primária pode acontecer com o acúmulo de saldos negativos. No caso das mulheres, estima-se que aos 65, já houve perda de 25% da massa.

Além da menopausa, a falta de exercícios físicos e exposição ao sol, uma dieta pobre de cálcio e vitamina D, e fatores genéticos também influenciam no surgimento da osteoporose. Outras doenças podem inclusive estimulá-la, assim como o uso prolongado de medicamentos com corticóide, alcoolismo e tabagismo.

 

Tipos de fratura

Cada lesão tem seu grau de gravidade e exige diferentes cuidados:

As fraturas no quadril são consideradas as mais preocupantes e podem necessitar de imobilização e cuidados a longo prazo. Como consequência, o paciente pode perder a capacidade de realizar certas atividades, ou mesmo de andar sozinhos, tornando-se inválidos. Em casos extremos, é possível levar à morte em menos de um ano, mas também há chances de recuperação.

Fraturas frequentes nas vértebras, especialmente em idosos, pode levar à diminuição da estatura e dificuldade de locomoção, prejudicando a qualidade de vida.

Após os 65 anos, fraturas no fêmur se tornam especialmente preocupantes, já que a recuperação é mais lenta. A necessidade de repouso extenso pode levar a complicações e até pneumonia.

Por ser um ponto de apoio, os punhos são suscetíveis a fraturas. Em casos de queda, os ossos podem não suportar o peso do corpo, ao tentar amortecer o impacto.

As fraturas no úmero (braço) se tornam mais perigosas com o avanço da idade, sobretudo se houver osteoporose. Dependendo da gravidade da lesão e das condições do paciente, pode ser necessário, ou não, um tratamento cirúrgico.

 

Como evitar quedas

Com tantos prejuízos provocados pela queda, tomar certos cuidados é fundamental para o bem-estar do corpo. Além de manter uma alimentação saudável e tomar sol regularmente, se atentar a coisas simples do dia a dia pode ser bastante eficiente.

Um dos lugares mais propensos ao acidente doméstico é o banheiro, por conta de pisos escorregadios e molhados, por isso vale dar preferência a pisos antiderrapantes e redobrar a atenção ao caminhar. Evite usar tapetes soltos e deixar fios espalhados. Utilize luzes noturnas para ajudar a desviar de obstáculos. Também é muito importante manter a saúde da vista, por isso, esteja com as consultas oftalmológicas sempre em dia.

Atividades físicas também são fundamentais, mas devem ser feitas com o acompanhamento de um especialista. Em caso de pacientes com osteoporose, há exercícios que devem ser evitados para que não haja lesões.

Confira algumas dicas de atividades físicas e comece a se cuidar ainda hoje.

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