Guia completo: o que é Osteoporose, a doença silenciosa

A Osteoporose é uma doença que vem se tornando cada vez mais comum no mundo todo, mas mesmo assim, muitas pessoas ainda desconhecem essa enfermidade. Porém, à medida que ficamos mais velhos, somos apresentados a ela da pior maneira possível.

A Osteoporose é uma condição decorrente da fragilidade óssea, que pode levar à perda de equilíbrio e a quedas. Como consequência, o paciente está sujeito a lesões e fraturas nos ossos que podem ser agravadas pela idade. Afinal, à medida que nosso corpo envelhece, a resposta do nosso organismo se torna mais lenta e isso afeta também a recuperação.

E como a tendência mundial é o aumento da expectativa de vida, o que os especialistas esperam é que a Osteoporose seja diagnosticada cada vez com mais frequência. No entanto, é possível se prevenir desde cedo para garantir uma boa saúde e ossos fortes.

Nesse artigo nós vamos te explicar:

  • o que é a Osteoporose
  • quais os sintomas;
  • quais são os grupos de risco da doença;
  • como diagnosticá-la;
  • como tratar, e
  • como se prevenir.

Como se desenvolve a Osteoporose

A Osteoporose é uma doença metabólica sistêmica, ou seja, ela atinge a todos os ossos. Seja pela falta de cálcio ou pela incapacidade de absorção desse mineral, os ossos se tornam porosos e enfraquecidos. Quando a densidade óssea é baixa, os ossos podem se quebrar em decorrência de impactos.

Há algumas regiões do corpo que são mais vulneráveis a fraturas como: vértebras, quadril, fêmur, rádio (osso localizado no pulso) e úmero (braço). Essas fraturas podem tanto reduzir a mobilidade e a autonomia do paciente, quanto podem levar a complicações e até mesmo à morte.

O grande problema da Osteoporose é que ela é uma doença silenciosa. Quando o paciente não faz acompanhamento médico para prevenção da doença e não se submete a exames, dificilmente a fragilidade óssea será identificada logo no início. Por isso, é mais comum que os sintomas apareçam após uma fratura. Mas existem alguns sinais a que podemos nos atentar:

  • dores no pescoço podem indicar fratura nas vértebras;
  • dor na coluna lombar;
  • postura encurvada;
  • redução da estatura;

Por que os ossos ficam frágeis?

Assim como outros órgãos do nosso corpo, o esqueleto também está se renovando constantemente. Quando somos crianças e adolescentes estamos em fase de crescimento, isso significa que o processo de formação óssea é mais acelerado.

É nessa fase que precisamos desenvolver uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios, para que possamos adquirir e absorver cálcio suficiente para criar uma espécie de “poupança óssea”, que gastamos ao longo da vida.

Quando nos tornamos adultos, há um equilíbrio entre a formação e reabsorção óssea, ou seja, os ossos se renovam adequadamente. Estima-se que todos os anos, cerca de 10% do esqueleto velho é substituído por um novinho, portanto, precisamos manter os hábitos saudáveis para manter uma boa densidade óssea.

Já na terceira idade ou após a menopausa, no caso das mulheres, o nível de reabsorção óssea é superior à restauração dos ossos e se torna mais lenta. É nesse  período que aquela poupança que economizamos desde o início da vida é mais necessária.

Causas e grupos de risco da Osteoporose

Há diversas causas para a incidência da Osteoporose, o que leva ao surgimento de grupos de risco distintos. A fragilidade óssea pode acontecer em decorrência do sedentarismo ou de doenças crônicas, por exemplo. Porém, os mais comuns são:

Pessoas com deficiência de cálcio

Tem uma explicação simples para que o consumo de leite e seus derivados seja incentivado mesmo na fase adulta. O leite é o alimento mais rico em cálcio, mineral do qual necessitamos diariamente e em grande quantidade.

Em média, nosso corpo precisa de 1 (uma) grama de cálcio por dia. Esse nutriente pode ser adquirido através de uma alimentação saudável e quem tem intolerância a lactose precisa encontrar alternativas para que não falte cálcio em sua dieta.

Ter esse cuidado é fundamental para evitar a Osteoporose. Mas não basta apenas ingerir o nutriente, é preciso que o organismo seja capaz de absorvê-lo de forma eficiente.

Esse processo acontece com o auxílio da vitamina D, hormônio que pode ser adquirido por meio da exposição ao sol e pela ingestão de alimentos, além de suplementos e medicamentos. Há também outros elementos importantes nesse processo.

Idosos

Os idosos acabam se tornando um grupo de risco em função da idade. E como vimos, à medida que o corpo envelhece, se torna mais lenta a recuperação após uma fratura. Por isso, esses pacientes precisam ter ainda mais cuidado ao caminhar e realizar atividades do dia a dia.

Por conta desse zelo, muitos pacientes acabam se isolando em casa ou tendo a autoestima impactada. Isso é algo que pode acontecer com qualquer paciente. No entanto, pessoas idosas também podem ser mais resistentes em receber ajuda e aderir ao tratamento, principalmente quando não entendem a doença que enfrentam e a importância dos cuidados. Por isso, o acompanhamento de um cuidador ou familiar é muito importante.

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Mulheres

Tanto o estrogênio quanto a testosterona têm um papel importante na absorção do cálcio pelo organismo. Esses hormônios sexuais são responsáveis por levar o mineral até os ossos. Por isso, quando ocorre a menopausa nas mulheres, elas ficam em desvantagem e se tornam parte do grupo de risco.

O estrogênio é produzido pelos ovários e liberado no início de cada fase menstrual, para preparar o útero para a gestação. A partir do momento em que pára de ocorrer a ovulação, os níveis de estrogênio também caem. Isso costuma acontecer entre os 45 e 55 anos e afeta o processo de renovação dos ossos. Como consequência, a perda da massa óssea é mais acelerada.

Já os homens não são tão afetados a menos que sofram com déficit nos níveis de testosterona.

Confira o guia completo sobre Osteoporose em mulheres.

Como diagnosticar a Osteoporose

Para diagnosticar a Osteoporose é necessário fazer o exame de Densitometria Óssea. Ele é responsável por medir a densidade mineral dos ossos e a predisposição a fraturas. Os resultados são comparados aos padrões de pessoas saudáveis, a fim de verificar se há sinais de baixa densidade óssea, Osteopenia ou Osteoporose.

O método é considerado pouco invasivo, rápido, seguro e muito eficiente na detecção de anomalias de maneira precoce. O procedimento leva cerca de 15 minutos e é indicado para pacientes que sofreram fraturas ou possuem histórico da doença na família, entre outros.

Tratamento contra Osteoporose

Infelizmente, a Osteoporose é uma doença que não tem cura, no entanto, é possível controlar os sintomas e minimizar as consequências. Isso só pode ser feito através do diagnóstico e acompanhamento médico constante.

O ideal é que o paciente não abandone o tratamento e siga as recomendações para que possa ter uma qualidade de vida melhor. Geralmente, o tratamento consiste em adotar uma rotina de exercícios físicos compatível com a condição física do paciente, aliado a uma alimentação saudável.

Desta forma, é possível adquirir os nutrientes necessários, ao mesmo tempo que os músculos e ossos são fortalecidos. O exercício físico também melhora a postura do paciente e seu equilíbrio, o que ajuda a evitar quedas. Leia nosso artigo para saber mais detalhes sobre as formas de tratamento.

Para evitar fraturas, também é indicado adaptar a casa do paciente para que os obstáculos que possam levar a quedas sejam evitados. Nesse artigo temos uma série de dicas para tornar a sua casa mais segura.

Em caso de necessidade, o médico também pode prescrever suplementos e medicamentos.

Como prevenir a Osteoporose

O sedentarismo é um grande inimigo, por isso, ele é um dos primeiros fatores de risco que deve ser combatido. Costumamos dizer que a Osteoporose deve ser prevenida desde a infância, por isso, é importante que se incentive a prática de esportes desde cedo.

Pessoas adultas também podem optar pela musculação ou outros exercícios físicos de alto impacto. Já pessoas idosas podem optar também pela fisioterapia e usar a hidroginástica como um complemento. O grande segredo é não ficar parado!

E é claro que não podemos nos esquecer dos cuidados com a alimentação. O mais indicado é fazer um acompanhamento com um nutricionista, mas aqui também temos uma lista de alimentos nutritivos que ajudam na saúde dos ossos.

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