Você sabe o que é Osteopenia?

Em termos práticos a Osteopenia é um quadro clínico que indica a possibilidade de desenvolver a Osteoporose. Nesse estágio o paciente perde massa óssea gradativamente, deixando as regiões do fêmur, coluna e pulsos mais sensíveis a quedas e fraturas.

Esse quadro é especialmente preocupante em mulheres, por conta do baixo pico de massa óssea e pela perda hormonal após a menopausa. Mas homens com mais de 40 anos também estão sujeitos a esta condição. Isso acontece porque com o passar dos anos, nosso organismo não consegue fazer a renovação óssea de forma tão eficaz.

Embora não seja considerado uma doença, quem tem Osteopenia precisa se cuidar para evitar que os ossos se tornem mais fracos e porosos. Quando o paciente realiza o tratamento corretamente é possível reduzir os sintomas.

Entenda o que leva ao surgimento da Osteopenia e como você pode se prevenir e tratar o quadro.

Porque perdemos massa óssea

O processo de renovação dos ossos acontece desde o início da nossa vida. Quando somos jovens, nossos ossos estão em plena formação até o início da menstruação nas mulheres, ou até cerca de 21 anos nos homens. É nesse período que atingimos o chamado “pico de massa óssea”, ou seja, o máximo de reserva óssea que teremos para gastar ao longo da vida.

A produção de massa óssea pode ser estimulada com uma alimentação rica em cálcio e vitamina D (também adquirido através do sol) e com uma rotina de exercícios físicos. Essa reserva que criamos na juventude é usada ao longo da vida e pode ser reposta com esses hábitos saudáveis.

Porém, quanto mais velhos ficamos, mais difícil é repor o que foi gasto. Logo,  os ossos começam a se tornar frágeis. O problema é intensificado no caso das mulheres, que deixam de produzir estrogênio após a menopausa, um hormônio importante no processo de metabolismo do cálcio.

Esse processo de perda pode ser mais lento quanto desenvolvemos e mantemos hábitos saudáveis ao longo de toda a vida. Por outro lado, fatores genéticos e hereditários, déficit hormonal, falta de nutrientes e de exposição ao sol podem aumentar as chances de desenvolver osteopenia. O mesmo vale para pessoas que têm o hábito de fumar e ingerir bebidas alcoólicas em excesso, ou que fazem uso prolongado de medicamentos com corticóide.

Consequentemente, o paciente também está sujeito a sofrer quedas e fraturas, principais sintomas da Osteoporose, doença óssea para a qual não existe cura.

Como diagnosticar e tratar a Osteopenia

Assim como a Osteoporose, a Osteopenia pode ser diagnosticada através do exame de densitometria óssea, que deve ser realizado periodicamente a partir dos 40 anos. Esse procedimento não-invasivo é semelhante a um raio-X e serve para medir a quantidade de cálcio presente nas regiões do fêmur e da coluna vertebral. Neste exame, podem ser verificados os seguintes resultados:

  • Nível normal: resultado igual ou superior a 1;
  • Incidência de Osteopenia: resultado entre 1 e -2,5;
  • Incidência de Osteoporose: resultado inferior a -2,5.

Caso o exame apresente sinais de Osteopenia, o paciente precisa ser encaminhado para um tratamento, a fim de evitar o desenvolvimento da Osteoporose.

Em alguns casos, o tratamento implica apenas na adoção de hábitos saudáveis, com modificação da alimentação. O primeiro passo é aumentar a ingestão de cálcio com consumo de leite e derivados, verduras escuras, feijão branco, peixes e outros.

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Paralelo a isso, é preciso criar uma rotina de exercícios físicos, que irão estimular a formação óssea e o fortalecimento da musculatura. As atividades físicas também são importantes para aumentar a flexibilidade e o equilíbrio, além de proporcionar outros benefícios à saúde.

Como parte do tratamento, também é recomendado se expor diariamente ao sol, por cerca de 15 minutos, para adquirir Vitamina D. Esse hormônio também é encontrado em alimentos como ovos, salmão e sardinha e tem o papel de potencializar a absorção do cálcio pelos ossos.

Já os pacientes que têm histórico familiar de fraturas, ou outros fatores de risco, podem ter a necessidade de utilizar medicamentos complementares, como suplementos e outros. Tanto o diagnóstico quanto a prescrição devem ser feitos por um médico.

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