Osteoporose dentes

A Osteoporose pode atingir os dentes?

Não são só os ossos que são compostos por cálcio. Os dentes também têm esse minério como o principal componente, junto do fosfato. É por isso que a relação entre a saúde dos ossos e a saúde bucal é tão estreita.

Da mesma forma que os ossos se formam durante a infância e a adolescência, os dentes permanentes também estão em construção até cerca de 13 anos de idade. Mas será que a densidade óssea dos dentes se mantém a mesma durante toda a vida, ou ela pode diminuir como acontece com os ossos?

Bem, infelizmente a Osteoporose também pode atingir os dentes, tornando-os fracos. Mas o que pode tornar a situação realmente crítica, levando à queda dos dentes, é a falta de higiene e do próprio cálcio. Entenda a seguir o que pode prejudicar o seu sorriso e como combater.

Osteoporose pode agravar doenças dos dentes

Como a Osteoporose é gerada pela perda de densidade óssea, os dentes também se tornam frágeis. Como consequência, eles não conseguem se fixar na mandíbula, podendo causar dor na gengiva.

É por isso que, em alguns casos, quando pacientes odontológicos se queixam de dentes frágeis, com risco de queda, eles podem achar que se trata de uma consequência da Osteoporose. Mas, na verdade, a Osteoporose não causa a queda dos dentes, ela apenas intensifica condições pré-existentes.

Esse é o caso da Periodontite, causada por uma inflamação na gengiva, que leva à redução da massa óssea em volta dos dentes. Embora ela possa ser evitada com bons hábitos de higiene bucal, muitas pessoas não se cuidam, ignoram seus sintomas e não buscam tratamento. A doença possui três estágios:

Gengivite: neste estágio inicial acontece a formação de placa bacteriana, que causa pequenos sangramentos durante a escovação. O quadro pode ser revertido com tratamento.

Periodontite: os ossos e as fibras que sustentam os dentes já estão comprometidos. Pode haver formação de bolsas na gengiva e o quadro é irreversível.

Periodontite avançada: os dentes amolecem e podem mudar de posição, com risco de queda.

Como consequência da doença, nem mesmo as próteses conseguem se sustentar no lugar dos dentes que caíram. Por isso, é difícil realizar um implante dentário ou qualquer procedimento estético para contornar a perda dos dentes. Como alternativa, o dentista deve recomendar o tratamento, e pode sugerir a reposição do cálcio ou o enxerto ósseo para preparar a mandíbula para a inserção da prótese.

Reposição de cálcio

Com que frequência você consome leite e derivados, salmão, sardinha, vegetais escuros, grãos, sementes e leguminosas? Esses são algumas das principais fontes de cálcio, de origem animal e vegetal. E se você sofre com a falta de cálcio, precisa inserir esses alimentos na sua dieta para repor os minerais dos seus ossos e dentes.

Saiba como ter uma alimentação balanceada se você é vegano ou intolerante à lactose.

Também é recomendado reduzir o consumo de café, bebidas com alto teor de açúcar ou álcool. O mesmo vale para fibras, proteínas e sal. Esses alimentos podem prejudicar a ação do cálcio no organismo.

Se a mudança dos hábitos alimentares não for suficiente, o médico pode recomendar o uso de suplementos. Praticar exercícios físicos e adquirir vitamina D – através da alimentação ou do banho de sol – também é fundamental para potencializar a absorção do cálcio.

Enxerto ósseo

A outra possibilidade é realizar o procedimento de enxerto ósseo, que dará sustentação ao implante dentário. Durante a cirurgia, um fragmento de osso é retirado de outro local e inserido na região afetada. Também é possível utilizar materiais sintéticos para cumprir a mesma função.

Esse tratamento só pode ser realizado por um cirurgião-dentista, especializado em implantodontia e periodontia. Para saber se o procedimento é ideal para o seu caso, é preciso passar por exames, como radiografias.

O enxerto ósseo pode não ser indicado para pacientes que ainda não trataram a doenças periodontais, ou pessoas menores de 18 anos, que podem recuperar a densidade óssea naturalmente. Diabéticos e fumantes também são contra-indicados.

5 dicas para cuidar melhor dos dentes

1. Escova os dentes regularmente

O ideal é que você escova os seus dentes ao menos três vezes ao dia: ao acordar, depois do almoço e antes de dormir. A escovação deve ser feita com creme dental com flúor, e deve durar cerca de dois minutos, fazendo movimentos circulares e suaves.

2. Lembre-se da língua

Embora muitas pessoas não se atentem à língua, também é muito importante escová-la. Nesse local é onde restos de comida e bactérias podem se acumular, provocando mau hálito. Por isso, o recomendado é escovar de dentro para fora, verticalmente.

3. Use fio dental

Por mais que a escova de dentes tire a sujeira e previna contra a cárie, ela não alcança os lugares mais difíceis. É aí que entra o uso do fio dental, que remove as bactérias e restos de alimentos entre os dentes e próximo à gengiva. O ideal é fazer seu uso diariamente.

4. Troque sua escova

Você tem o costume de trocar sua escova de dentes a cada 3 meses? Segundo os dentistas, esse é o período ideal para a troca, pois quando as cerdas estão gastas, a limpeza se torna menos eficiente. Além disso, as cerdas podem danificar o esmalte dos dentes e machucar as gengivas.

Lembre-se de escolher uma escova com cerdas macias ou médias. O tamanho varia conforme a pessoa, mas é importante que caiba de maneira confortável na boca, alcançando todos os lugares.

5. Vá ao dentista

Muitas pessoas têm o costume de procurar por um médico apenas quando existe um problema para ser tratado. Mas um dos principais objetivos das consultas é a prevenção. Por isso, não deixe de visitar o dentista anualmente e sempre siga o tratamento corretamente.

6. Não fume

Além de trazer diversos prejuízos à saúde dos pulmões, o cigarro também pode danificar os dentes. Alguns dos problemas causados são: doenças nas gengivas, manchas nos dentes, mau hálito e câncer bucal. Por isso, o melhor é eliminar o hábito do fumo para evitar consequências graves.

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