Como a osteoporose e a depressão se relacionam

Além de cuidar da saúde dos ossos, pacientes com Osteoporose precisam cuidar da própria autoestima. Por ser uma doença que limita a mobilidade é comum que esses pacientes desenvolvam sintomas de depressão.

Afinal, o medo de fraturar os ossos, sentir dor e gerar complicações no quadro pode levar o paciente a se auto limitar. Ele deixa de cumprir com as tarefas domésticas, para de sair de casa ou receber visitas e até deixam de lado atividades de lazer, por exemplo.

Mas o contrário também é possível. Pessoas deprimidas tendem a fazer menos exercícios físicos, a se isolar socialmente, e podem criar hábitos de tabagismo e alcoolismo. Fora o uso de medicamentos e a má alimentação ou o desenvolvimento de distúrbios alimentares. A rotina do paciente muda e a pessoa pode acabar se inserindo em algum grupo de risco para a Osteoporose.

Como consequência, o paciente com fragilidade óssea que sofre com a depressão acaba tendo que lidar com duas doenças. E essa fragilidade psicológica pode interferir na aceitação do paciente em tratar a Osteoporose.

Depressão pode causar Osteoporose

A depressão é uma das principais causas de incapacidade no mundo e pode ser um fator de risco para doenças cardiovasculares, por exemplo. Mas a relação entre a saúde mental e a saúde dos ossos ainda é pouco conhecida pela ciência.

Alguns estudos apontam que a depressão decorre da falta de estímulos nervosos. Isso é comum quando a pessoa atinge a terceira idade e não tem a mesma disposição de antes para realizar as atividades do dia a dia.

Mas o que muita gente não sabe é que a depressão também pode levar à perda de massa óssea, pois torna o processo de renovação dos ossos menos eficiente. Isso se deve à redução do número de células produtoras de tecidos ósseos, os osteoblastos. No entanto, tanto a saúde psicológica quanto a dos ossos pode ser renovada por meio de tratamento.

Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, a depressão também pode aumentar o risco de osteoporose em mulheres que ainda não passaram pela menopausa. Os números alegam perda de massa na região da bacia e da espinha lombar em mulheres deprimidas. Segundo os pesquisadores, isso é explicado pelo fato de que essas pacientes apresentam um sistema imunológico hiperativo, que provocam inflamação e fraqueza dos ossos.

Falta de atividade física e vitamina D

A osteoporose e a depressão podem ter outros pontos em comum. A falta de exercício físico e vitamina D também podem estar relacionados com o surgimento de sintomas da depressão.

Prática de exercícios

Quando praticamos uma atividade física, estamos estimulando a musculatura e a remodelação óssea. Ao mesmo tempo, nosso organismo produz endorfina e dopamina, hormônios que geram bem-estar.

É por esse motivo que o exercício é escolhido por muitas pessoas como uma forma de relaxar, adquirir energia e melhorar a produtividade no dia a dia. É uma forma simples de cuidar do corpo e da mente todos os dias.

Vitamina D

Enquanto na saúde dos ossos, a falta de vitamina D prejudica a absorção do cálcio pelos ossos, na saúde mental também há impacto. Estudos estimam que a falta de vitamina D pode aumentar em 75% o risco de depressão em pessoas mais velhas. Uma das possíveis causas é a relação deste hormônio com a produção de dopamina.

Por isso, a exposição diária ao sol e a ingestão de alimentos ricos em vitamina D é tão importante para o organismo. É recomendada uma dieta balanceada com a presença de alimentos como salmão, sardinha, queijo, gema de ovo e bife de fígado.

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