Risco de Osteoporose aumenta com envelhecimento da população

Embora tenhamos a maior população mundial da história, diversas mudanças na organização da sociedade levaram à redução da taxa de fecundidade. Os modelos de família mudaram, as mulheres estão cada vez mais dedicadas às suas carreiras e as pessoas passaram a se planejar melhor. Nem todos desejam ter filhos e quem quer, tende a planejar de acordo com o momento da vida e também com o orçamento, já que criar um ou mais filhos implica em gastos.

Por outro lado, o avanço da medicina, das tecnologias e até dos direitos trabalhistas, o aumento da renda familiar e dos níveis de educação, dentre outras mudanças, têm levado ao aumento da expectativa de vida.

Antigamente era muito difícil que as pessoas atingissem a velhice ou mesmo a idade adulta por causa de trabalhos insalubres, o baixo saneamento básico e a incidência de doenças para as quais não tinha cura ou mesmo vacina. Hoje em dia, mais pessoas estão ultrapassando os 70, 80 e 90 anos. E os idosos que superam um século chegam a virar notícia e um exemplo em saúde.

Assim, com o tempo, o mundo passa a ser residência predominantemente de pessoas mais velhas. E os governos começam a se preocupar com a falta de mão de obra ativa, o aumento da demanda por previdência social e, claro, com a necessidade de oferecer qualidade de vida a essas pessoas.

O envelhecimento da população trouxe diversos desafios e um deles é a saúde. Doenças com maior propensão de atingir idosos têm sido cada vez mais frequentes. Tanto a Organização Mundial da Saúde quanto outros órgãos públicos já alertam para esse aumento. E uma das enfermidades que chama a atenção é a Osteoporose.

Entenda a seguir porque essa doença dos ossos acomete e preocupa a população idosa.

Porque a Osteoporose afeta tanto os idosos

A Osteoporose, como o próprio nome já diz, é uma doença que torna os ossos porosos e frágeis. Isso quer dizer que a estrutura fica pobre em cálcio e os ossos podem sofrer fraturas em decorrência de algum impacto ou queda. Em geral, as regiões mais afetadas são os pulsos, o fêmur e a coluna.

Essa doença pode surgir em decorrência de diversos fatores, mas o principal deles é a idade. As mulheres são consideradas especialmente propensas a desenvolver a Osteoporose em função da menopausa, pois os níveis de estrogênio caem afetando a absorção do cálcio pelo organismo. Mas os homens se tornam igualmente sensíveis à doença quando passam dos 70 anos.

E por que isso acontece? Porque com o passar dos anos, a resposta do nosso organismo se torna mais lenta, e isso também afeta o metabolismo do cálcio.

Quando somos crianças, nossos ossos estão em formação, ou seja, passamos por uma fase de crescimento. Quando paramos de crescer, atingimos nosso pico de massa óssea, uma reserva que devemos usar e repor ao longo da vida.

As mulheres atingem esse pico mais cedo, logo após a primeira menstruação. Já os homens param de crescer próximos dos 21 anos, logo, sua altura e sua reserva óssea tendem a ser maiores. Por isso, e pelo fato de não perderem significativamente os níveis hormonais ao longo da vida, a Osteoporose chega mais tarde.

No entanto, como já dissemos, nosso corpo se torna mais lento com o avançar da idade. Enquanto na infância e adolescência, o metabolismo é mais acelerado, há um equilíbrio na fase adulta. Mas quando envelhecemos, nosso corpo não consegue reconstruir os ossos com a mesma eficiência de antes. Se não nos prevenirmos, a perda de massa óssea pode acelerar, levando à Osteoporose.

Quais as consequências da Osteoporose

Diferente de outras doenças, a Osteoporose é silenciosa. Isso significa que ela não se manifesta em forma de sintomas, a menos que a pessoa sofra uma fratura. Nesse caso, o paciente pode sentir dor e até ter que passar por alguma cirurgia.

No entanto, as pessoas idosas podem demorar mais para se recuperar, por conta da resposta lenta do organismo. Em alguns casos, o paciente pode vir a óbito por complicações após passar por cirurgia em ossos sensíveis. Mas no geral, a maior marca da Osteoporose está em limitar a mobilidade.

Por sentir dor ou ter medo de cair, a pessoa acaba se auto limitando. Muitas vezes o paciente se recusa a caminhar e até a sair de casa, o que pode levar ao isolamento e à solidão. Em outros casos, o idoso não se sente desmotivado, mas se torna menos independente, precisando de ajuda para realizar tarefas do dia a dia.

De fato, o ideal é que a pessoa idosa tenha um familiar ou acompanhante que possa ajudá-lo para evitar fazer esforços desnecessários, que poderiam provocar acidentes domésticos. Confira dicas para tornar a sua casa mais segura.

Mas antes que a necessidade chegue, o melhor é se prevenir, seja para evitar o desenvolvimento da doença ou para reduzir seus danos.

O que é preciso fazer para se prevenir

Como a formação da nossa reserva óssea acontece na infância, o ideal é que cuidemos da nossa saúde óssea desde então. Mas esses mesmos cuidados podem ser aplicados ao longo da vida a fim de se prevenir contra a doença. Isso inclui a prática de exercícios físicos, uma alimentação equilibrada e rica em cálcio, e a exposição ao sol para aquisição de Vitamina D.

E já que a doença não é facilmente identificada, o ideal é fazer o exame de densitometria óssea periodicamente a partir dos 40 anos. Caso haja histórico familiar da doença ou outros fatores que geram risco, é necessário ficar ainda mais atento.

 

Para conhecer mais sobre as formas de se prevenir, baixe gratuitamente nosso Guia completo de prevenção contra a Osteoporose.

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