Prevenção da Osteoporose: o que é pico de massa óssea?

Se uma pessoa se tornará grupo de risco ou não para a Osteoporose depende de diversos fatores. O histórico familiar, o sexo e a existência de doenças pré-existentes são fatos que podem colaborar para desenvolver a doença. Mas a construção de determinados hábitos ao longo da vida também pode determinar a qualidade de saúde do paciente, melhorando ou piorando a aquisição de massa óssea.

Quando entendemos os fatores que interferem na formação óssea, podemos pensar em formas de prevenir a Osteoporose desde a juventude e evitar problemas de saúde mais tarde. E isso é possível quando os pais e educadores influenciam na criação de bons hábitos, tanto de alimentação quanto de prática de exercícios físicos. Além de educar sobre o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas, que podem trazer prejuízos para diversos órgãos, inclusive para os ossos.

O desafio é criar esse costume em um universo cada vez mais digital, onde tanto os jovens quanto os adultos passam boa parte do seu dia utilizando smartphones, notebooks e smartTVs, sem sair da mesa, cama ou sofá. Sobretudo em tempos de pandemia, quando a recomendação é evitar sair de casa.

Hoje em dia, as possibilidades de se exercitar ao ar livre ou em academias, com a companhia de outros alunos e profissionais de educação física, se tornaram bastante reduzidas. E para não ficarmos sedentários e descuidarmos da saúde do nosso corpo, precisamos ser persistentes e criativos. Tudo para evitar que a conta venha cara nas próximas décadas ou antes.

Entenda a seguir o que é o pico de massa óssea, quais fatores interferem na formação dos ossos e qual a importância disso para a prevenção da Osteoporose.

O que é e quando atingimos o pico de massa óssea

O sintoma que faz a Osteoporose se tornar visível é a fratura e ela está relacionada à densidade da massa óssea do paciente. Nosso esqueleto está em constante modificação desde a infância, quando o ganho de massa é superior à perda. No entanto, perto dos 18 anos atingimos nosso pico de massa óssea, estabelecendo a reserva que nosso corpo terá para gastar ao longo da vida.

É nesses primeiros anos que fazemos nossos maiores “depósitos na poupança óssea”, pois gastamos pouco e ganhamos muito. Quando chegamos à fase adulta, essa contribuição diminui, pois gastamos quase o equivalente ao que ganhamos. Já na terceira idade, gastamos mais e o organismo tem menos condições de repor com agilidade.

Entender este ponto é muito importante para conseguir evitar o desenvolvimento da Osteoporose. Pessoas que garantem hábitos saudáveis nas primeiras duas décadas de vida e têm uma boa densidade óssea, têm menos chances de desenvolverem a doença. Pois ainda que gastem sua reserva óssea ao longo da vida, sobrará algo significativo quando se tornarem idosos.

O que interfere na formação óssea

Como comentamos, há diversos fatores que interferem na formação óssea. E isso inclui questões que não podemos controlar e outras que dependem dos nossos próprios hábitos. Alguns dos principais fatores são: ingestão de cálcio, níveis hormonais e exercícios físicos.

Cálcio

Em todas as fases da vida, nossa alimentação deve ser equilibrada para garantirmos os nutrientes que nosso corpo precisa. E precisamos ter uma atenção especial com o cálcio e a vitamina D. Em média, precisamos consumir 1 grama de cálcio por dia, o que equivaleria a cerca de 1 litro de leite.

No entanto, pessoas que apresentam intolerância à lactose precisam encontrar alternativas para que não sofram com a falta desse mineral. Daí a necessidade de conhecer outras fontes de cálcio.

Pessoas que possuem deficiência de absorção deste nutriente também precisam buscar por tratamento a fim de evitar o enfraquecimento dos ossos. Isso pode acontecer por falta de vitamina D, deficiência hormonal e outros motivos.

Hormônios

O ganho de massa óssea está diretamente relacionado ao funcionamento dos sistemas hormonais. Isso acontece porque os hormônios têm um papel importante na absorção do cálcio pelo organismo. Por isso, se um paciente apresenta baixos níveis hormonais, como meninas que não menstruam, por exemplo, certamente haverá algum prejuízo à saúde óssea.

Por ser o período em que os hormônios sexuais estão mais ativos, a puberdade é considerada uma fase importante para o pico de massa óssea. É nessa época que a formação dos ossos acontece com mais velocidade e observamos, inclusive, uma diferença clara entre os sexos.

Ao ter sua primeira menarca por volta dos 11 anos, as meninas sofrem um desenvolvimento rápido e logo atingem seu pico. Já os homens demoram mais tempo para completar o processo de formação óssea e atingir sua altura definitiva. Por esse motivo, é comum que os homens tenham um pico de massa óssea superior ao das mulheres, o que representa uma vantagem biológica contra a Osteoporose.

Exercício Físico

Quanto mais participamos de atividades físicas, melhor é a formação dos ossos no período de infância e adolescência. Trabalhar a força muscular também influencia no pico de massa óssea. Esses hábitos devem se manter na fase adulta para que permaneçamos saudáveis.

Para que a produção de massa óssea ocorra são necessários exercícios mais intensos do que o corpo está acostumado. Por isso, o ideal para prevenir a Osteoporose é que sejam feitos exercícios contra-resistidos e/ou de tensão muscular.

Agora que você já sabe algum dos fatores que interferem na formação e saúde dos ossos, é importante conhecer as formas de prevenir a doença. Confira o guia completo sobre a Osteoporose.

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