A prevenção da osteoporose começa na infância

Embora a osteoporose seja uma doença mais percebida entre adultos acima de 50 anos, isso não impede que as pessoas mais jovens também sejam acometidas pela fragilidade óssea.

Na verdade, o período da infância e adolescência é determinante para que se tenha uma boa saúde óssea no futuro. Isso se deve ao fato de que, até os 20 anos, o indivíduo ganha estatura e constrói massa óssea. Depois desse período o esqueleto começa a enfraquecer, e o risco de desenvolver osteoporose é intensificado após os 40 anos.

Nos nossos primeiros anos de vida e durante a adolescência – entre 11 e 14 anos nas meninas e 13 a 17 anos entre os meninos – a formação e remodelação óssea é mais intensa que a reabsorção. A massa óssea construída nesse período nos acompanhados até a fase adulta, quando o nível passa a diminuir. Se esse nível for bom durante a juventude, os ossos podem ser mais saudáveis ​​ao longo da vida. Mas níveis baixos de massa óssea aumentam o risco de fragilidade e fraturas.

Há diversos fatores que interferem na formação óssea. Doentes crônicos, mulheres, pessoas de pele branca, que precisam para fazer o peso adequado ou que tiveram a puberdade tardia estão entre o público que corre o risco de desenvolver um baixo nível de massa óssea. Um alimentação pobre em cálcio, vitaminas e calorias, hábitos de fumar e ingerir álcool em excesso e falta de atividade física, também contribui para o mau desenvolvimento dos ossos.

 

Comer de tudo um pouco

Prevenir a osteoporose pode ser algo mais simples do que se imagina. Ter uma alimentação rica em cálcio e vitamina D, somada a exposição diária ao sol , já garante a absorção do mineral principal que compõe os ossos. Porém, tomar apenas um copo de cálcio por dia não é suficiente: a Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que o ideal é consumir entre 800 a 1.200 mg de cálcio por dia.

 

Corpo ativo, ossos fortes

Evitar o sedentarismo e incentivar a prática de atividades ao ar livre é fundamental para manter os ossos fortes e saudáveis. Exercícios de impacto contra a gravidade – como corrida, saltos, vôlei, basquete e ginástica artística -, podem ser mais eficientes para a formação de massa óssea do ciclismo e natação, por exemplo. Musculação também colabora para a produção de massa magra, podendo favorecer os ossos.

Para ter um bom efeito, a prática de atividade física precisa ser regular, do contrário , a inatividade pode levar a perda de massa óssea, cuja recuperação é muito mais demorada. Estima-se que a perda de 1% de massa óssea que ocorre após uma semana parado, pode demorar cerca de um ano para ser recuperada com o aumento da atividade física.

No entanto, não se recomenda o excesso de atividades físicas intensas para mulheres , pois uma conseqeente redução da secreção do estrogênio também pode resultar na fragilidade dos ossos.

 

A osteoporose na infância e adolescência

Embora a osteopenia e a osteoporose em crianças e adolescentes não seja comum, ela pode acontecer, sendo sintomática com a ocorrência de fraturas. Regiões como vértebras, fêmur e antebraço estão entre as mais afetadas.

A osteoporose primária é menos comum, podendo ter duas formas:

  • osteogênese imperfeita: de origem genética, acomete o tecido conjuntivo.
  • osteoporose juvenil idiopática: se apresenta no início da puberdade, entre 8 e 14 anos, sobretudo entre meninos.

Já o tipo secundário da doença pode ser menos incomum, ocorre sobretudo em virtude de doenças crônicas e uso prolongado de alguns medicamentos. Dentre as principais causas está má absorção de nutrientes, desnutrição e anorexia nervosa, além de doenças neoplásicas, doenças renais, do tecido conectivo, endócrinas e até pulmonares (como asma), além de sedentarismo.

A identificação dos fatores de risco e a indicação de possíveis tratamentos devem ser feitos pediatra ou um especialista.

Utilize a calculadora FRAX e saiba quais os riscos de você desenvolver a doença.

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