Sedentarismo é risco para osteoporose!

Com o avanço das tecnologias, as pessoas têm estado cada vez mais paradas, sobretudo diante das telas de TV, notebooks e celulares, sem práticas rotineiras de alongamento e atividades físicas.

Se os efeitos desse mau hábito não forem sentidos de imediato, a conta pode vir mais tarde. Afinal, o sedentarismo é um dos fatores de risco para a osteoporose, doença gerada pela redução da massa óssea, que torna os ossos fragilizados e suscetíveis a fraturas. Quando causada por falta de exercícios físicos ou imobilização prolongada (por repouso), é chamada de osteoporose por desuso – enquadrado no tipo secundário da doença.

Não precisa ser idoso para ser afetado pela osteoporose. Até mesmo pessoas jovens, especialmente mulheres na pós-menopausa, podem ser atingidas. Quando não se pratica exercícios físicos, falta estímulo muscular sobre o esqueleto, acelerando a perda de minerais e de massa óssea. O contrário favorece a manutenção dessa massa e estimula a absorção de cálcio pelo organismo. Com a prática de atividades físicas frequentes, os músculos provocam uma força de tração nos ossos, fortalecendo-os.

Prevenir-se da osteoporose pode ser fundamental para que as pessoas mantenham sua autonomia ao longo da vida, sobretudo idosos. Evitar o sedentarismo deveria ser um hábito estimulado desde a infância, com a prática de atividades físicas, recreativas e desportivas, para evitar diversos problemas de saúde futuros – além de contribuir para a sociabilidade e autoestima, tendo muitos efeitos psicológicos positivos.

 

Mexa-se!

Para desempenhar os exercícios certos para o fortalecimento ósseo é importante que haja a indicação e acompanhamento de um profissional. Cada atividade tem um diferente efeito sobre ossos e músculos, e a intensidade e frequência com que se pratica também influencia nos resultados.

Para a prevenção da osteoporose é recomendado fortalecer as costas, especialmente os músculos extensores da coluna, e evitar flexões de coluna. O ideal é que sejam feitos exercícios que provoquem impacto ou tensão muscular, como musculação, pilates, treino funcional, ginástica, hidroginástica resistida, natação, bicicleta, vôlei, saltos, pliometria, caminhada, trote e corrida. Práticas de relaxamento como yoga e tai-chichuam também são válidas.

No entanto, pessoas que fazem parte do grupo de risco para osteoporose ou que almejam sair do sedentarismo, precisam começar de forma leve e gradativa, respeitando o tempo do próprio corpo para evitar lesões. À medida que se melhora o condicionamento físico, é possível tornar a prática mais intensa, sempre adequando os exercícios às necessidades.

Lembre-se de associar a prática a uma dieta rica em cálcio e vitamina D – adquirida através de alguns alimentos e principalmente pela exposição ao sol.

 

O que fazer quando já tenho osteoporose

Pessoas com osteoporose precisam se resguardar para evitar fraturas, por isso, exercícios de grande impacto não são recomendados. Com acompanhamento de um educador físico, a musculação pode ser indicada. Exercícios que estimulem o equilíbrio corporal e a força muscular de membros inferiores (pernas) é interessante para reduzir o risco de quedas. Evite flexões de coluna e mantenha a postura ereta durante as tarefas do dia a dia. Manter o peso ideal também pode contribuir para a prática de atividades físicas.

Para se prevenir contra quedas, torne o ambiente seguro. O ideal é utilizar pisos antiderrapantes, ao invés dos escorregadios, evitar tapetes e tomar cuidado com fios soltos.

 

Atenção, mulheres!

Segundo especialistas, treinamento físico muito intenso pode interferir no ciclo menstrual, tornando propenso o desenvolvimento de osteoporose. Isso acontece porque os estrógenos, hormônio feminino fabricado pelos ovários, também influenciam no metabolismo do cálcio. Entenda mais sobre o efeito da menopausa sobre os ossos das mulheres.

Quer deixar o sedentarismo de lado e começar a se exercitar? Conheça os benefícios da musculação para os ossos e saiba se você pode praticar.

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